terça-feira, 16 de agosto de 2011

HIV tem cura? Sintomas do HIV - AIDS

Saiba quais são os sintomas iniciais da infecção pelo HIV e quais doenças definem a AIDS (SIDA)
Ao contrário do que muita gente pensa, ser portador do HIV não é igual a ter AIDS (SIDA). Para o diagnóstico de AIDS é preciso além da presença do vírus, a coexistência de doenças pela imunossupressão.


O HIV age infectando e destruindo os linfócitos, células que fazem parte do nosso sistema imunológico. Este processo de destruição é lento e gradual e os pacientes podem permanecer assintomáticos por muitos anos. Isto significa que algumas pessoas podem ter HIV durante anos e não desenvolver AIDS (SIDA). 


A AIDS (SIDA) surge quando o número de linfócitos está muito baixo e a quantidade de vírus no sangue está muito alta. Com poucos linfócitos, o organismo se torna mais vulnerável a infecções, ficando susceptível a diversos tipos de vírus, bactérias, fungos e até tumores.


Na verdade, o HIV em si provoca poucos sintomas. A gravidade está nas infecções oportunísticas, ou seja, aquelas que se aproveitam da fraqueza do sistema imunológico para se desenvolver. 


Porém, o HIV em alguns casos pode também causar sintomas. Logo após a contaminação pelo vírus, podemos ter um quadro chamado de infecção aguda pelo HIV, que nada tem a ver com AIDS. É um quadro semelhante a qualquer virose comum.


Neste texto vou falar sobre os 2 quadros clínicos causados pelo HIV: 


a.) Infecção primária ou aguda pelo HIV 
b.) AIDS (SIDA)
a.) INFECÇÃO AGUDA PELO HIV

Chamamos de infecção aguda pelo HIV o quadro viral que surge dias após o paciente ter sido contaminado pelo vírus. Uma grande quantidade de sinais e sintomas podem estar associados à infecção aguda pelo HIV. Muitos deles, sintomas inespecíficos que ocorrem comumente em uma gama de outros quadros infecciosos, como pode-se ver na figura ao lado (clique para ampliar).

O sintoma mais comum é a febre (38ºC a 40ºC), que ocorre em mais de 80% dos casos.

Também muito comuns são:

  • Faringite sem aumento da amígdalas e sem presença de pus ( leia: DOR DE GARGANTA - FARINGITE E AMIGDALITE )
  • Manchas vermelhas na pele (rash) que ocorrem 48 a 72h após o início da febre e costumam durar entre 5 e 8 dias. Este rash costuma se apresentar como lesões arredondadas, menores que 1 cm, avermelhadas, com discreto relevo e distribuídas pelo corpo, principalmente no tórax, pescoço e face. Também podem acometer solas dos pés e palmas das mãos.
  • Aumento de linfonodos (ínguas) principalmente em axilas e pescoço.
  • Dores articulares, musculares e cefaléia (leia: DOR DE CABEÇA - ENXAQUECA, CEFALÉIA TENSIONAL E SINAIS DE GRAVIDADE)
Em 10% dos casos pode-se ter também aumento de fígado e/ou baço, úlceras orais, anais e genitais, diarréia e vômitos (podendo levar ao emagrecimento de até 5 kg).

A úlceras parecem estar relacionadas ao ponto de entrada do vírus nas mucosas, semelhante ao que ocorre na sífilis (leia: SINTOMAS DA SÍFILIS). Úlceras orais indicam contaminação por sexo oral ativo e a úlceras anais por sexo anal passivo. Do mesmo modo, também pode haver úlceras vaginais e penianas.

Existem também casos descritos de hepatite, pneumonia e pancreatite (leia: PANCREATITE CRÔNICA E PANCREATITE AGUDA) causados pela infecção aguda do HIV.

Em raros casos também pode ocorrer candidíase oral ou vaginal.

Tipicamente os sintomas de infecção aguda pelo HIV iniciam-se entre 2 e 4 semanas após a exposição. Porém, já foram descritos casos com até 10 meses de intervalo.

Como se pode notar, são todos sintomas inespecíficos e nenhum deles consegue definir o diagnóstico de infecção aguda pelo HIV. Mais importante que os sintomas em si, é o tempo de intervalo entre o comportamento de risco (sexo sem preservativos ou compartilhamento de agulhas) e o aparecimento dos mesmos.

De qualquer modo, o diagnóstico não é clínico já que várias doenças têm o mesmo quadro, sendo necessário a realização das sorologias ou da pesquisa do vírus para confirmação (leia: SOROLOGIA PARA HIV / AIDS. COMO E QUANDO TESTAR ?).

Os pacientes na fase aguda do HIV apresentam carga viral elevadíssima estando portanto altamente contagiosos neste momento (leia: SAIBA COMO SE PEGA E TRANSMITE HIV E AIDS (SIDA)).

O quadro de infecção aguda pode durar até 2 semanas, depois desaparece e o HIV fica silenciosamente alojado no corpo por muito tempo.

b.) SINTOMAS DA AIDS (SIDA)

O término da infecção aguda costuma coincidir com a positivação da sorologia pela produção de anticorpos específicos contra o HIV; ou seja, quando a infecção aguda termina, os exames de sangue pesquisando o HIV já costumam estar positivos. Nesta fase, a carga viral (contagem de vírus circulante no sangue) cai e se estabiliza em níveis baixos durante muitos anos.

O HIV ataca principalmente as células de defesa chamadas de linfócitos CD4. A Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (SIDA ou AIDS) é um quadro de imunossupressão e infecções oportunistas devido aos níveis baixos de linfócitos CD4.

Chamamos de infecção oportunista aquelas que ocorrem aproveitando-se da queda no nosso sistema imunológico. Infecções oportunistas existem não só na AIDS, mas também em doentes transplantados, em quimioterapia, com câncer, ou qualquer outra condição que leve a imunossupressão.

Para se estabelecer o diagnóstico de AIDS é preciso estar infectado pelo HIV e:

1.) ter uma contagem de linfócitos CD4 menor que 200 células/mm3; ou
2.) apresentar uma das doenças definidoras de AIDS, que são:
Qualquer paciente que apresente uma das doenças acima, provavelmente apresenta alguma deficiência imunológica, pois são problemas que não costumam surgir em pacientes saudáveis. As doenças listadas acima são típicas de pacientes com imunossupressão, não necessariamente por AIDS. Sua presença, porém,  indica obrigatoriamente a investigação do HIV, caso não haja uma causa óbvia para a imunossupressão, como por exemplo, uso de drogas imunossupressoras ou quimioterapia.

Não existe um quadro clínico único da AIDS. O quadro clínico vai depender do tipo de doença que se desenvolver e os órgãos afetados. Se você me perguntar qual os sintomas da AIDS, eu vou responder, depende.

A imunossupressão além de facilitar o surgimento de infecções, também aumenta a frequência de neoplasias malignas. Cânceres como o de colo uterino (leia: SINTOMAS DO HPV E CÂNCER DO COLO DO ÚTERO) se tornam extremamente agressivos e linfomas são muito mais frequentes na AIDS que em pessoas sadias. Outros como o Sarcoma de Kaposi são típicos de imunossuprimidos, principalmente em homossexuais (leia: SARCOMA DE KAPOSI).

As doenças mais típicas da AIDS são a candidíase de esôfago, a tuberculose (que na forma pulmonar pode ocorrer também em pessoas sem HIV), o sarcoma de Kaposi, a toxoplasmose cerebral, a pneumonia pelo fungo P. carinii e a citomegalovirose.

Aquela imagem do paciente com AIDS, caquético, cheio de lesões de pele e candidíase oral, já não é mais tão comum. O tratamento avançou muito nos últimos anos e boa parte dos doentes mantém seus níveis de CD4 elevados, impedindo a ocorrência de infecções oportunistas. Os pacientes já são diagnosticados mais precocemente e o tratamento costuma ser iniciado antes de fases muitos avançadas da doença.

Mas o HIV ainda não tem cura e ainda mata. Na verdade, quem leva ao óbito não é o HIV, mas sim as infecções oportunísticas e neoplasias secundárias a imunossupressão.

                                                               AIDS e HIV 


Vamos falar agora de HPV


O Papilomavírus Humano ou HPV é um vírus que infecta células epiteliais da pele e da mucosa, causando diversos tipos de lesões como a verruga comum e a verruga genital. A infecção por  alguns  tipos de HPV, considerados de alto risco oncogênico, está relacionada à transformação neoplásica de células epiteliais, sendo o principal fator de risco para o desenvolvimento do câncer de colo uterino. 


É um vírus icosaédrico, não envelopado e com ácido nucleico constituído de DNA de dupla-fita, circular, com cerca de 8000 pares de bases. Existem cerca de 100 tipos virais de HPV descritos até o momento e destes, aproximadamente 30 são encontrados no trato ano-genital.


Os HPVs ou Papilomavírus humanos compõem uma família de vírus com mais de 100 tipos. Alguns deles causam verrugas pelo corpo, outros infectam a região ano-genital. No colo uterino, podem ocasionar lesões que se não tratadas, têm potencial de progressão para o câncer. Estudos mostram que  99% das mulheres que têm câncer de colo uterino foram antes infectadas por estes vírus.
Os 18 tipos virais que mais infectam o trato ano-genital são classificados em dois grupos:
·         Baixo Risco: vírus que não levam ao desenvolvimento de câncer. São os tipos 6, 11, 42, 43 e 44.
·         Intermediário e Alto Risco: vírus que podem levar ao desenvolvimento do câncer. São os tipos 16, 18, 31, 33, 35, 39, 45, 51, 52, 56, 58, 59 e 68.
Estudos revelam que: a infecção genital por HPV é a doença sexualmente transmissível viral mais freqüente, a incidência tem pico ao redor dos 20 anos e diminui com a idade. Das mulheres infectadas: 80% não apresentam sintomas clínicos e, em cerca de 60 a 70% dos casos, a infecção regride espontaneamente. Somente em 14% progridem até lesões intra-epiteliais. A persistência da infecção por HPV de alto potencial oncogênico é fator de risco para desenvolvimento do câncer cervical.
Além do tipo viral, a progressão das lesões até o câncer parece depender de outros fatores como idade da primeira relação sexual, número de parceiros sexuais, fumo, uso de contraceptivos orais, eficiência da resposta imunológica, fatores genéticos e, recentemente, obesidade e stress.
Estima-se que mais de 70% dos parceiros de mulheres com infecção cervical por HPV e/ou lesões no colo do útero, precursoras do câncer, são portadores desse vírus. A maior parte dos homens infectados não apresentam quaisquer sintomas clínicos.
A principal via de transmissão do HPV genital é através do contato sexual. A transmissão pode ocorrer após uma  única relação sexual com um(a) parceiro(a) infectado(a). Gestantes infectadas pelo HPV podem transmitir o vírus para o feto durante a gestação ou no momento do parto. Embora o DNA do HPV já tenha sido encontrado em sabonetes, toalhas e instrumental ginecológico não esterilizado, esta via de transmissão, na prática, é bastante questionada.
O diagnóstico da infecção por HPV leva em conta os dados da história, exame físico e exames complementares com a pesquisa direta do vírus ou indiretamente através das alterações provocadas pela infecção nas células e no tecido. Dentre as técnicas utilizadas para o diagnóstico podem-se citar:  
·         Papanicolaou: É o exame preventivo mais comum. Ele não detecta o vírus, mas, sim, as alterações que ele pode  causar nas células.
·         Colposcopia e Peniscopia: Exame feito por um aparelho chamado colposcópio, que aumenta o poder de visão do médico, permitindo identificar as lesões em vulva, vagina, colo do útero, pênis e região anal.
·         Biópsia: É a retirada de um pequeno pedaço de tecido doente para análise das alterações celulares sob o microscópio.
·         Captura Híbrida: É o exame mais moderno para fazer o diagnóstico do HPV. Teste de hibridização molecular que detecta, com alta sensibilidade e especificidade, o DNA dos HPV em amostra de escovado ou biópsia do trato genital inferior, definindo o tipo e a quantidade viral.  
Mulheres positivas para o teste de HPV mas com citologia normal não devem ser imediatamente referidas para colposcopia, a menos que haja outra indicação clínica. Considerando a comum natureza transitória da maioria das infecções de HPV, a resposta clínica mais apropriada é retestar a persistência do HPV após 1 ano. Mulheres com ASCUS e HPV negativas devem ter a citologia repetida em um ano, enquanto que aquelas com ASCUS e HPV positivo, são melhor controladas pela avaliação colposcópica. 
Os tratamentos têm por objetivo reduzir ou eliminar as lesões causadas pela infecção. A forma de tratamento depende de fatores como idade da paciente, tipo, extensão e localização das lesões, e pode ser cirúrgico, tópico ou medicamentoso.

Estão sendo realizadas pesquisas para o desenvolvimento de vacinas contra os HPV. Porém, estas devem demorar para ficar disponíveis à população. 


Histórico - HPV e lesões genitais


Sendo uma doença sexualmente transmissível (DST), recomenda-se a avaliação e o tratamento do parceiro sexual, o uso do preservativo e o esclarecimento quanto ao potencial oncogênico das lesões. Como ainda não existem métodos para erradicar o vírus da região ano-genital e devido à possibilidade de ocorrerem recidivas, é importante o acompanhamento médico após o tratamento.

A verruga genital  é conhecida desde a antiguidade por gregos e romanos, sendo  considerada como uma doença venérea. Foi denominada de condiloma acuminado (do grego kondilus = côndilo e do latimacuminare = tornar pontudo), termo utilizado até hoje.
Evidências sobre sua etiologia viral foram descritas no início do século XX por CIUFFO que, ao inocular um filtrado acelular produzido a partir de verrugas genitais, observou o aparecimento de lesões na pele.
Através da microscopia eletrônica, no final da década de 60, detectaram-se partículas virais com morfologia típica de papilomavírus em espécime de verruga genital, identificando-o como o agente etiológico do condiloma e no início dos anos 70, observou-se, em estudo epidemiológico, que a transmissão do papilomavírus humano (HPV) ocorria provavelmente por contato sexual e com período de incubação variável entre 3 semanas a 8 meses.
Ainda nesta época, as lesões verrucosas eram reconhecidas acometendo a região genital externa e raramente eram identificadas na cérvix uterina ou na vagina. Somente na segunda metade dos anos 70, foram apresentados estudos demonstrando os aspectos citológicos, colposcópicos e histopatológicos da  infecção pelo HPV no trato genital feminino e começou-se a aventar a hipótese de que as lesões no colo, provocadas pelo HPV, seriam passíveis de transformação maligna.
Em 1981 foram publicados os primeiros relatos sobre a detecção, por hibridização molecular, do DNA-HPV em células neoplásicas do trato genital.
Devido à detecção de apenas tipos específicos de HPV nas neoplasias cervicais de alto grau, originou-se o conceito de que havia vírus de baixo, intermediário e alto potencial oncogênico.
Em 1995, a IARC e a OMS consideraram o HPV 16 e 18 como os agentes etiológicos do carcinoma escamoso do colo e, em 1996, a conferência de consenso realizada pelo Instituto Nacional do Câncer dos EUA enfatizou que o câncer cervical, em todos  os casos, é o primeiro tumor sólido essencialmente vírus induzido.


Epidemiologia
  A infecção genital por HPV é a doença sexualmente transmissível viral mais freqüente;
  •  A prevalência do DNA/HPV, segundo a técnica de PCR, tem variado entre 30 a 50% nas populações  femininas do mundo;
  •  A incidência  da infecção pelo HPV diminui com a idade, observando-se seu pico ao redor dos 20 anos;
  •  80% das mulheres infectadas não apresentam sintomas clínicos;
  •  Em cerca de 60 a 70% dos casos, a infecção regride espontaneamente e somente 14% progridem até lesões displásicas;
  •  A persistência da infecção por HPV de alto potencial oncogênico é fator de risco para desenvolvimento do câncer cervical;
  •  5 a 10% das mulheres com mais de 35 anos apresentam infecção persistente por vírus de alto risco oncogênico.  
No Brasil, a estimativa do Instituto Nacional do Câncer (INCA) para a incidência e mortalidade por câncer do colo uterino para o ano de 2003 é de cerca de 16.480 casos novos e cerca de 4.110 óbitos. Estes números correspondem as taxas brutas de incidência e mortalidade de 18,32/100.000 e de 4,58/100.000, respectivamente.


Transmissão
  •  A principal via de transmissão do HPV é através do contato sexual. A transmissão pode ocorrer após uma  única relação sexual com um parceiro infectado.  
  •  Acredita-se que a transmissão também possa ocorrer, mas com pouca freqüência,  através de toalhas, roupas íntimas, material ginecológico não esterilizado, etc.  
  • Gestantes infectadas pelo HPV podem transmitir o vírus para o feto durante a gestação ou no momento do parto.  


    HPV na Mulher e o Câncer de Colo Uterino
    A maior parte das mulheres infectadas pelo  HPV não apresentam sintomas clínicos e em geral a infecção regride espontaneamente sem nenhum tipo de tratamento. Entretanto, em alguns casos, a infecção provoca o aparecimento de lesões benignas como a verruga genital  ou de lesões que  se não tratadas a tempo podem levar ao câncer de colo uterino. Um dos fatores de risco para o desenvolvimento do câncer é o tipo de HPV responsável pela infecção. Os tipos virais são classificados em dois grupos:
    • Baixo Risco: Não oncogênicos, não levam ao desenvolvimento de câncer. Podem causar  lesões verrugosas e neoplasia intra-epitelial grau I - NIC I. (Tipos virais: 6, 11, 42, 43 e 44);
    • Intermediário Risco/ Alto Risco: São oncogênicos e podem levar ao desenvolvimento do câncer. Provocam o surgimento de neoplasias intra-epiteliais de grau II e III (NIC II e NIC III)  e carcinoma invasor. (Tipos virais: 16, 18, 31, 33, 35, 39, 45, 51, 52, 56, 58, 59, 68).
    Além do tipo viral, a progressão das lesões até o câncer parece depender de outros fatores como a idade da primeira relação e o número de parceiros sexuais, o fumo, a ingestão de contraceptivos orais, a eficiência da resposta imunológica e de fatores genéticos. Recentemente, pesquisas encontraram também como fator de risco para o desenvolvimento do câncer cervical, a obesidade e o stress. 

    O diagnóstico da infecção por HPV pode ser realizado de duas formas: pela pesquisa direta do vírus ou indiretamente através das alterações provocadas pela infecção nas células e no tecido. Dentre as técnicas utilizadas para o diagnóstico podemos citar: 
    • Citologia oncológica cérvico-vaginal ou Papanicolaou: É o exame de rotina utilizado para  detectar alterações celulares provocadas pelo HPV. Por ser analisada apenas uma amostra de células do colo e da vagina, este exame não confere um diagnóstico definitivo.
    • Colposcopia: Exame que evidencia a presença de lesões clínicas e sub-clínicas no colo uterino e vagina através de uma lente de aumento e da adição de algumas substâncias como o ácido acético e lugol.
    • Histopatologia: É a análise microscópica de um fragmento do tecido proveniente da lesão. É imprescindível no diagnóstico de HPV, pois permite relacionar o efeito citopático do vírus (coilocitose) e a lesão epitelial proliferativa ou neoplásica.
    • Teste de Hibridização Molecular por Captura Híbrida:  Detecta com alta sensibilidade e especificidade o DNA/HPV  em amostra de escovado ou biópsia do trato genital inferior, definindo o tipo e a carga 
      A prevalência da infecção pelo HPV na população masculina é significativa. Entretanto, a maior parte dos homens infectados não apresentam sintomas clínicos.
      Quando presentes, as lesões provocadas pelo HPV podem apresentar diferentes aspectos e localizam-se principalmente no pênis. A infecção sub-clínica é a forma mais freqüente e caracteriza-se pela presença de lesões visíveis somente após a aplicação de ácido acético e com o auxílio de magnificação óptica.
      A relação entre o HPV e o câncer na genitália externa masculina não está completamente esclarecida. O HPV , em especial o 16,  parece estar relacionado em 30 a 50% dos casos de câncer de pênis que, no entanto, é uma neoplasia pouco freqüente. Não há evidências entre a relação do câncer de próstata ou bexiga e o HPV.       
      O diagnóstico da infecção pelo HPV no homem leva em conta a anamnese, o exame físico e exames complementares como a peniscopia, a histolopatologia e a hibridização molecular.
      • Peniscopia: Exame realizado com o auxílio de uma lente de aumento, após a aplicação de ácido acético a 5% e/ou azul de toluidina a 1 %. É um método com alta sensibilidade, mas baixa especificidade, pois a maior parte das lesões evidenciadas  não apresentam  HPV.
      • Histopatologia: As lesões detectadas pela peniscopia são biopsiadas e submetidas ao exame histopatológico. Através do exame microscópico do tecido, é possível identificar as alterações celulares características da infecção pelo HPV, diferenciando-as das lesões de origem inflamatória, infecciosa ou tumoral.
      • Hibridização molecular por Captura Híbrida: é um método não invasivo, altamente específico e, segundo estudo recente, muito mais sensível que o exame histopatológico na detecção do HPV em homens (Nicolau et al., 2000). Permite a determinação do tipo e da carga viral.
        A Captura Híbrida para HPV  é um teste de metodologia extremamente avançada que utiliza-se das técnicas de biologia molecular para a detecção do DNA viral. O teste tem por princípio a hibridização de sondas específicas de RNA ao DNA/HPV. Os híbridos formados são  capturados em uma microplaca por anticorpos anti-DNA/RNA e a reação é amplificada por um conjugado, anticorpo-enzima. Um substrato quimioluminescente  é utilizado para revelar a reação que é medida em unidades de luz relativa (RLU). Valores de RLU/Cutoff maiores ou iguais a 1 indicam a presença de DNA/HPV.
        Características:
        • Detecção de 18 tipos de HPV mais comuns no trato anogenital de acordo com o risco oncogênico. Sondas de RNA para grupo A ou de baixo risco oncogênico (6, 11, 42, 43 e 44) e para grupo B, HPV de intermediário/alto risco oncogênico (16,18, 31, 33, 35, 39, 45, 51, 52, 56, 58, 59 e 68).
        • Sensibilidade para detecção de 1pg/ml de DNA-HPV, equivalente a 0,1 cópia viral/célula . Por essa sensibilidade, estudos têm mostrado estreita relação entre os resultados e a evolução clínica.
        • Único teste aprovado pelo FDA nos EUA e pelo Ministério da Saúde do Brasil para uso clínico.
        O teste de Captura Híbrida é feito a partir de amostras de escovado ou biópsia de lesões do colo, vagina, vulva, região perianal, uretra e pênis.
        Indicações para o teste de Captura Híbrida
        • Exame colpocitológico denotando ASCUS (atipia escamosa de significado indeterminado) ou AGUS (atipia glandular de significado indeterminado); 
        • Monitoramento terapêutico;
        • Lesão colposcópica incaracterística;
        • Discordância cito, colpo e histopatológica;
        • Controle de qualidade em citologia e anatomia patológica. 
        Importância do teste de Captura Híbrida
        O teste de Captura Híbrida para HPV representa uma nova forma de rastreamento do câncer cervical e seus precursores. A utilização desta nova metodologia permite maior acurácia no diagnóstico, complementando os resultados obtidos através de exames citológicos e histopatológicos que apresentam resultados falso-positivos e falso-negativos:
        • Resultados falso-positivos:  Exames de citologia oncológica cervico-vaginal revelam cerca de 10 a 30% de resultados falso-positivos. Isto ocorre devido a falhas de coleta,  a alterações morfológicas nem sempre características e devido a subjetividade deste diagnóstico (Dôres et al., 1999)
        • Resultados falso-negativos: Variam entre 20 a 30% e considerável percentagem de mulheres com lesão de alto grau e câncer invasor do colo têm resultado citológico negativo ou de atipias de significado indeterminado  (Dôres et al. 1998; Ferenczy, 1999).
          O tratamento tem por objetivo reduzir ou eliminar as lesões causadas pela infecção A forma de tratamento depende de fatores como a idade da paciente, o tipo, a extensão e a localização das lesões,
          Formas de tratamento:
          • Agentes Tópicos: São substâncias aplicadas sobre as lesões . Ex:  ácido tricloroacético, 5-fluorouracil, podofilina, podofilotoxina;
          • Imunoterapia: Consiste na utilização de substâncias que estimulam o sistema imunológico no combate à infecção. Ex: imiquimod , retinóides, interferon; 
          • Cirúrgico: A remoção da lesão pode ser feita através de um processo cirúrgico. Ex: curetagem, excisão com tesoura, excisão por bisturi, conização com bisturi, excisão por cirurgia de alta freqüência, laserterapia;
          • Homeopatia: Apesar da utilização de Thuya occidentalis com índice referido de cura considerável, faltam estudos científicos para comprovação de sua eficácia; recomenda-se a avaliação e tratamento do parceiro sexual, o uso do preservativo enquanto persistirem lesões clínicas e o esclarecimento ao paciente quanto ao potencial oncogênico das lesões. Como ainda não existem métodos para erradicar o vírus da região ano-genital e devido à possibilidade do aparecimento de recidivas, é importante o acompanhamento médico pós-terapêutico.

          • Preservativo: O uso do preservativo é recomendado principalmente para os indivíduos que nunca tiveram contato com o HPV;
          • Vacinas: No momento estão em fase de pesquisa e, de acordo com os resultados, podem se tornar um importante meio de prevenção;
          • Diagnóstico e Tratamento Precoces: O diagnóstico e o tratamento das lesões precursoras do câncer de colo uterino são as principais formas de prevenção. Em geral, as lesões provocadas pela infecção não causam sintomas como corrimento, sangramento, ardor ou prurido e por esta razão são detectadas apenas através do exame médico. Assim,   recomenda-se consultar regularmente o ginecologista e a realização de exames preventivos. 

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Adicionar aveia às refeições
Embora a ingestão defibras, em geral, seja benéfica para combater e controlar o colesterol, a aveia desempenha um papel de destaque na luta contra essa doença. Isso porque ela promove a sensação de saciedade por mais tempo, melhora a circulação, controla a quantidade de açúcar do sangue e ainda diminui a absorção de gordura pelo corpo, explica o cardiologista.

Tudo isso ocorre graças a uma fibra chamada beta glucana, presente nesse alimento. Melhor ainda é saber que a aveia pode ser adicionada a diversas refeições que incluem frutas, massas e até saladas, realçando seu sabor.
Consumir mais fibras
Fibras não podem ficar de fora do cardápio de quem tem colesterol. Primeiro porque elas diminuem a absorção de gorduras pelo organismo, reduzindo o nível de LDL. "O outro motivo é o fato de elas aumentarem a excreção de colesterol na forma de bile", esclarece o especialista.

Assim, prefira alimentos integrais e consuma frutas com a casca, sempre que possível. Outro conselho é preferir a fruta em seu estado natural, pois, quando aquecida, ela perde parte de suas fibras.
Praticar exercícios
"Praticar exercícios físicos regularmente é uma maneira eficaz de aumentar a queima de gordura corporal, reduzindo o mau colesterol (HDL)", aponta Daniel Magnoni. Treinos frequentes também atuam na perda de peso e no controle do diabetes e da Pressão alta problemas que muitas vezes acompanham quem está com colesterol alto. Resumindo: você melhora a sua saúde e, de quebra, ainda entra em forma.
Trocar a carne por peixe
Para alguns, a associação entre peixes e ácidos graxos ômega 3 é imediata. Mas será que você sabe por que eles são tão bem-vindos na dietas? Um dos motivos é o fato de eles serem uma gordura boa, do tipo insaturada, que reduz, portanto, os níveis de colesterol e triglicérides do sangue.

Além disso, como completa o cardiologista, eles ainda evitam a formação de coágulos que podem obstruir vasos, podendo causar um infarto. Ácidos graxos ômega 3 estão presentes em peixes, como salmão, truta e atum, e em outros alimentos, como linhaça, nozes, rúcula e milho.
Largar o cigarro
Fumantes naturalmente têm mais chances de ter problemas cardiovasculares do que os não adeptos ao tabagismo. No caso de quem tem colesterol alto, entretanto, o cigarro ainda age acelerando o aparecimento da arterioesclerose, acúmulo de substâncias gordurosas no interior das artérias. Ou seja, os riscos de entupimento de um vaso ficam ainda maiores, aumentando a probabilidade de má circulação e até de um infarto.

Sete mudanças de hábito que contribuem para baixar o colesterol Escolher peixe em vez de carne, por exemplo, pode mudar o rumo da doença

Embora a palavra colesterol tenha adquirido um sentido pejorativo, ele é um tipo de gordura indispensável para o funcionamento do nosso metabolismo e está presente em todas as células do corpo. O problema é que existem dois tipos de colesterol: o HDL, chamado comumente de bom colesterol, e o LDL, o colesterol ruim. Em excesso, este último pode gerar diversas complicações para a saúde cardiovascular, podendo até levar à morte. Para evitar esses problemas, o Minha Vida reuniu sete dicas de hábitos que ajudam a prevenir ou - para aqueles que já receberam o diagnóstico - controlar a doença. Confira:Optar pelo azeite de oliva
Embora seja calórico, com recomendação diária máxima estipulada em duas colheres de sopa, o azeite de oliva não só ajuda a diminuir o mau colesterol (LDL) como ainda aumenta o bom colesterol (HDL), explica o cardiologista e nutrólogo Daniel Magnoni, do Hospital do Coração (Hcor), de São Paulo. Isso ocorre graças aos antioxidantes, como as gorduras monoinsaturadas e a vitamina E presentes no alimento.

Mas, apesar de fornecer esses e outros benefícios, como a capacidade de controlar o diabetes diabetes tipo 2, o azeite não deve ser a primeira opção na hora de preparar alimentos fritos. Neste caso, o mais recomendado é usar o óleo de soja, uma vez que ele mostra mais resistência à formação de compostos tóxicos quando aquecido.

Tomate – Propriedades Medicinais


tomate é o fruto do tomateiro (Solanum lycopersicum;Solanaceae). De sua família, fazem também parte as berinjelas, as pimentas e os pimentões, além de algumas espécies não-comestíveis.
Originário da América Central e do Sul, era amplamente cultivado e consumido pelos povos pré-colombianos, sendo atualmente cultivado e consumido em todo o mundo.
O tomateiro é uma planta fanerógama, angiosperma e dicotiledônea. Apesar da crença generalizada de que seja um legume, é, na realidade, um fruto, uma vez que é o produto do desenvolvimento do ovário e do óvulo da flor, formando o pericarpo e as sementes, respectivamente, após a fecundação. (Fonte: Wikipedia)


Nomes Populares:

  • Tomateiro,
  • Tomate
  • Tomati (grafia errada)
  • Tomato

Propriedades:

  • É adstringente,
    • anti-séptico,
    • desintoxicante,
  • Auxilia contra a queda de cabelos
    • contra a caspa,
    • em caso de pele oleosa
    • e acne,
    • calos
    • e verrugas
  • Indicado em casos de inflamações de garganta,
    • cálculos nos rins,

Chá para dor de estomago


Dor no estômago é um incomodo e tanto. Uma boa alternativa para curar a dor no estômago é com chás, em particular, um chá de hortelã (ou chá de menta, tanto faz) se mostra como uma boa alternativa dando uma aliviada no estômago. isso porque o mentol age diretamente nas bolhas que causam gases no estômago.


Você vai precisar de:

  • 1 xícara de água
  • 1 colher de sobremesa de folhas de hortelã picadas

Modo de Preparo:

Ferva a água e, após desligar o fogo, coloque as folhas de hortelã. Deixe abafado por dez minutos e então coe.

Posologia

Tome o chá de hortelã três vezes ao dia, logo após as refeições.

Este é um xarope de agrião com cebola roxa muito útil para aliviar e tratar os sintomas da sinusite. O remédio é natural e, não se espante com a cebola! Você vai precisar de: 1 molho de agrião 3 cabeças de cebola 1 kg de açúcar mascavo ou 1 rapadura Modo de preparo Agrião Para preparar o xarope para curar a sinusite, pique bem o agrião e a as três cabeças de cebola. Coloque tudo em um pirex e adicione o açúcar mascavo ou a rapadura, como preferir. Feito isso, leve o pirex ao forno por uma hora e depois esprema tudo. Guarde o melado em um vidro ou garrafa escura. Posologia Tome uma colher de sopa 4 vezes ao dia. Se usar este xarope por 30 dias, você ficará curado da sinusite.


Cabelos normais não exigem tantos cuidados  especiais. Embora seja bem difícil determinar o que é um cabelo normal, no geral, têm brilho, balanço e uma aparência mais equilibrada entre o cabelo oleoso ou o seco/crespo.
A receita abaixo usa a tradicional babosa como ingrediente, mas também se apoia no confrei e salsa além do sabão de coco para uma limpeza mais profunda. Veja como fazer seu xampu (ou shampoo, caso não se veja problema com estrangeirismos)


Você vai precisar de:

  • Uma folha de babosa
  • duas folhas de confrei
  • três galhinhos de salsa
  • um sabão de coco em pedra
  • meio litro de água

Modo de Preparo:

Primeiro, corte o sabão de coco em pedaços menores e leve ao fogo com a parte da água para que derreta.
Enquanto isso, bata no liquidificador as ervas com o restante da água. Leve ao fogo até que ferva, então desligue.
Por fim, misture o sabão com as ervas.

Posologia

Lave a cabeça com o xampu por até quatro dias.

Xarope de Tratamento para Sinusite - Receita Natural


Este é um xarope de agrião com cebola roxa muito útil para aliviar e tratar os sintomas da sinusite. O remédio é natural e, não se espante com a cebola!

Você vai precisar de:

  • 1 molho de agrião
  • 3 cabeças de cebola
  • 1 kg de açúcar mascavo ou 1 rapadura

Modo de preparo





Para preparar o xarope para curar a sinusite, pique bem o agrião e a as três cabeças de cebola. Coloque tudo em um pirex e adicione o açúcar mascavo ou a rapadura, como preferir. Feito isso, leve o pirex ao forno por uma hora e depois esprema tudo. Guarde o melado em um vidro ou garrafa escura.

Posologia

Tome uma colher de sopa 4 vezes ao dia.
Se usar este xarope por 30 dias, você ficará curado da sinusite.